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Psicopatas


Segundo estimativa de uma pesquisa psiquiátrica recentemente realizada nos Estados Unidos da América, cerca de 4% da população adulta americana tem o que podemos chamar de personalidade psicopata.
Deste universo, uma parte é representada pelo sexo feminino e as outras três partes por marmanjos. É muito psicopata vivendo na terra de Tio Sam.

Como seria esta realidade transposta para o Brasil?

Talvez as variações estatísticas dependam menos de fatores culturais e mais dos aspetos genéticos da raça humana. Enfim, merecemos uma pesquisa deste tipo.
Já está dito que a personalidade psicopata não tem cura e que tampouco significa delírio psicótico ou manifestações maníacas de ordem patológica.
Trata-se de indivíduos que não possuem sentimentos de empatia e desconhecem piedade diante dos sofrimentos alheios. O psicopata é inteligente, entende todos os mecanismos da emoção humana e os manipula ardilosamente para retirar tudo o que lhe aprouver de outrem.
Nos extremos, esta desordem incurável, leva aos crimes em série e as bestialidades de toda ordem. A mesma pesquisa revela que quase metade destas pessoas vai acabar produzindo alguma ocorrência criminal ao longo de suas vidas.
Assustador mesmo é concluir que a maioria delas ainda viverá de forma incógnita, casando e tendo filhos como todo mundo.
Este grupo invisível reúne parte importante das lideranças comunitárias, empresariais e políticas de qualquer nação, até porque o psicopata é atraído pelo poder, um reduto normalmente habitado por seres carismáticos e articulados.
São estes os psicopatas que driblam os testes detectores de mentira e produzem enormes prejuízos a quem, por circunstância, esteja na trilha do seu interesse.
Claro que nem toda corrupção, ladroagem ou pilantragem se expressa apenas sob auspícios exclusivos dos psicopatas, mas nestes nichos eles sempre terão presença muito significativa.

Como ainda não dispomos de detectores que nos previnam dos psicopatas, só nos resta ficarmos atentos aos manipuladores, trapaceiros e obsessivos violentos que nos assediam na vida profissional e fora dela.
Se você encontrar um psicopata no seu círculo de relações, continue agindo com naturalidade e trate de se afastar, pois quando desmascarado sua reação pode variar do papel de vítima até a fria urdidura e execução de vinganças sórdidas.
Quando tenho dúvidas profundas sobre a natureza do caráter psicológico de alguém procuro examinar como funciona sua relação com outras pessoas, especialmente os convívios de mais tempo.
Quase sempre esta observação revela tendências significativas.

Embora espertos os psicopatas deixam rastros e prejuízos emocionais pela vida.
Assim apelo a São Jorge da Capadócia “para que meus inimigos tenham mãos mas não me toquem, para que tenham pés mas não me alcancem e para que tenham olhos mas não me vejam”. Amém!

Comentários

Anônimo disse…
Infelizmente, os psicopatas vivem mais próximos do que se imagina, saravá!

Baita texto.

Abraço,
Pablo.

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